sexta-feira, 21 de agosto de 2015

pantanal

vejo braços à deriva
entre apertos e abraços
quando parto não me priva
da saudade do regaço

instantâneo eu refaço
todos passos que não dei
desde as trevas sem cansaço
ao fulgor que fere, eu sei

recebido sou qual rei
coroado com mil vivas
tanto querem que serei
mais um braço à deriva

.


só, no céu azul
desfila a nuvem branca -
desfia-se a nu


.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015




deste um sentido à vida
e o sentido era leste:
leste, leste toda vida
mas nada leste que preste





quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

nada existe além de mim
sou só eu e m'nhas memórias
nelas trilho rumo ao fim
e se apagam, irrisórias

e se apagam, irrisórias
o sustento de meus passos
finda a rota, finda a glória
também dor, também cansaço

também dor, também cansaço
são memórias, apagadas
quando apagam-se olhos baços
ascendem os pés e as pegadas

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

pensamento puxa um outro
de mãos dadas, são um trem
quando partem, um é solto
outro engata a mais cem