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árvore aurora
cobre tronco de cobre -
folhagem, doura
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quarta-feira, 10 de maio de 2017
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 17 de abril de 2013
a floresta
Já era tarde, hora sonolenta da despedida e da volta. Pôs o pé na estrada entre promessas de retorno em breve e interpelações divinas por sua segurança. Foi devagar, perdendo-se de vista com um último aceno na distância, acompanhado de nuvens alaranjadas e da mudez dos campos.
Pouco a pouco, as sombras caíam e os trinados de pássaros eram rarefeitos. Suas pegadas eram as únicas pelo caminho batido. Logo encontrou-se no limiar daquela tão temida travessia: uma muralha viva de verde escuro e troncos enrugados mais velhos que os mais velhos. Parou ali contemplando as copas altas e deu alento à sua garganta com um gole d'água do cantil. Entrou.
Conhecia a trilha como as linhas da própria mão e no entanto à mínima sombra, novo sobressalto. Pequenos sons furtivos no mar de folhas ao solo eram motivo para precaução. Seus próprios pés quase não se faziam ouvir. Sabia ser alvo de olhares entre feixes de caules alinhados, mas se distraía de pensamentos malévolos recitando passagens favoritas do livro de mágicas. Palavras de encanto fortes, capazes de afastar feras e secar mau olhado. Prosseguia assim sua jornada por aquele labirinto de velhas sombras, seguro de si, mas atento aos arredores.
De repente, algo se moveu. Não viu com clareza o que era, mas com o canto da vista percebeu algo grande a certa distância numa área menos encoberta. Parou e esperou por algum contato. Como não teve resposta, a curiosidade falou mais alto que o temor e se esgueirou em direção à clareira. Ofegante, espiou por detrás de um tronco.
No meio da clareira, jazia uma estátua, rodeada por pilares ricamente entalhados. A figura tinha o semblante voltado pra cima, de onde a claridão do fim da tarde banhava seu rosto. Parecia sorrir.
Como nunca houvera percebido esse lugar antes? Poderia ter estado tão atemorizado com a passagem que nunca dera mais que um breve olhar nos arredores? Que outras belezas haveria ali não mencionadas no livro mágico? E o que teria se movido que primeiro despertou sua atenção?
Em sua busca por respostas, não foi mais visto por quem morava fora da floresta...
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
digo-te algo controverso
digo-te algo controverso
que entre as folhas jazendo ao chão
colhi o desabrochar inverso
de algo que já tive em mãos
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
farfalhar de árvores
farfalhar de árvores
embaixo, um violino
num canto, um esquilo
embaixo, um violino
num canto, um esquilo
acreditem
ou não, vi do ônibus agora há pouco essa cena insólita de um
violinista embaixo das árvores na ponta da L2 Sul em Brasília. não fui
rápido no gatilho para uma foto, mas rendeu um haikai. o esquilo? devia
estar em algum canto
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