sexta-feira, 4 de setembro de 2026

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mais um dia desponta novamente
enquadrado na moldura da janela
e minha prece diária para ela
em silêncio desaponta minha mente

foram dias dourados não recentes
pendurados em minha alma, aquarelas
me aquece, sufoca, me encastela
tal memória de dias me ressente

proteção nunca foi, mera ilusão
um castelo de cartas ruiria
no mais fraco bocejo da razão 

mas razão não pertence ou caberia 
na apertada cela do coração
de presidiário de dias e dias 

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