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quarta-feira, 24 de maio de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017


desaba sobre mim a escuridão
e a noite como foice me degola
cadáver sem uma boca, logo agora
que berro, sem demora, morre então

os ecos em meu peito ao infinito
borbulham sufocados, tudo em vão
as sombras que sufocam quando grito
são surdas como as portas, que aflição!

silêncio tão completo me recobre
conforto não encontro nesse leito
foi feito de dejetos pouco nobres

um túmulo onde jaz a mim afeito
meu sonho, que de dia, se descobre
murmura mesmos ecos com efeito

sábado, 20 de maio de 2017

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

presa

.

que pressa é essa nos dias que correm
olhos ligeiros mal degustam manchetes
fala e fala o asfalto mas é tudo por alto
o café faz efeito e as mensagens pululam
todos cabisbaixos em conversa animada
o futebol correu e driblou a novela
alguém morreu, roubou, comeu alguém
a todo momento alguém nasce e mal tem tempo
de abrir os olhos antes do primeiro choro
falta fôlego para tão pouco tempo
a noite queima meus olhos e nas cinzas
vejo mero borrão dos dias que correm

.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

fria cai a noite





           fria   cai a noite
     suspiro     gotas silentes

        pesar    alegria



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

enquanto houver esperança





enquanto houver esperança
haverá vida e luz
na esfera que balança
entre sombras e reluz




domingo, 25 de novembro de 2012