te prefiro às estrelas que ardem exuberâncias distantes à revoada de pássaros tampando o céu em arrogância à cintilância cegante do sol sobre a neve ao erosivo ressoar do vento constante nas pedras ao sedutor arco-íris enclausurado nas jóias
te prefiro mancha cinza sob papel azul onde me informa e mais de mim desvendo lendo o lento desdobrar de tuas formas em caleidoscópico desenlace quando enfim o toque de teus frios dedos dedilham lágrimas mornas sobre a face te prefiro e da linha de tiro com que me firo te tiro