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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
te prefiro
te prefiro
às estrelas que ardem exuberâncias distantes
à revoada de pássaros tampando o céu em arrogância
à cintilância cegante do sol sobre a neve
ao erosivo ressoar do vento constante nas pedras
ao sedutor arco-íris enclausurado nas jóias
te prefiro mancha cinza sob papel azul
onde me informa e mais de mim desvendo
lendo o lento desdobrar de tuas formas
em caleidoscópico desenlace
quando enfim o toque de teus frios dedos
dedilham lágrimas mornas sobre a face
te prefiro
e da linha de tiro
com que me firo
te tiro
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
celeste
incomoda-me o plano azul do céu
sem pássaros n'afoita revoada
ou nuvens cobertas a sol e mel
lembra-me página em branco, um nada
que ao menos da linha do carretel
pipas piquem-lhe as veias e trovoadas
d'antigas cantigas rasguem-lhe o véu
dessa serena viuvez desbotada
quem sabe assim não lhe eclode alegria
no prazer em raiar um novo dia
despertada com orvalhada tez
antes toda a paixão das intempéries
que a quem vivo queima, arde e fere
que à sombra sucumbir em placidez
sem pássaros n'afoita revoada
ou nuvens cobertas a sol e mel
lembra-me página em branco, um nada
que ao menos da linha do carretel
pipas piquem-lhe as veias e trovoadas
d'antigas cantigas rasguem-lhe o véu
dessa serena viuvez desbotada
quem sabe assim não lhe eclode alegria
no prazer em raiar um novo dia
despertada com orvalhada tez
antes toda a paixão das intempéries
que a quem vivo queima, arde e fere
que à sombra sucumbir em placidez
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