retratos líricos de um eu perdido
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queimada - última raiz solo cede
céu escuro - procuro estrelas nos postes de luz
sopra nuvem frio vento. esfrio café com sopro
cabelos de sol mar de beijo - menino: "manhêê, é manhã"
pedras e perdas pelo caminho. merda! nelas tropeça
córrego pedra bruta desvia. muda curso polida
abate asas vento frio. beira flor gota d'orvalho
o frio fio de prata ascende esguio. olhos apaga
chave na chuva porta abre. piso molha o molho de chaves
homem caído - levantam e cai de novo e de novo o velho
lençol no asfalto... ora roda, ora pista mais outra alma jaz
bailado negro celebra cedo no céu - é o fim do jejum
só, no céu azul desfila a nuvem branca - desfia-se a nu
na rua, rio - veloz murmúrio da foz ao meio fio
ramos e remos à beira rio. rumor de águas sem rumo
ramos e remos à beira rio. furor de fim de estio
nuvem amarela de pétalas. lá atrás nuvem e procelas