sábado, 2 de fevereiro de 2013
geram detritos atritos
geram detritos atritos
e se bem fortes, faíscas
e admirado as fito
gerando flamas ariscas
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
gente nova, velhos ódios
gente nova, velhos ódios
e muito ressentimento
querem tanto nesse pódio
decantar com sentimento
camadas
ó mundo, velho mundo
essa grama que ora cresce, ora inflama
que breve cobre a nudez da tua crosta
na chuva sonha-se imutável rocha
mas é lava que desce e muda
e triste assenta-se cinza em camadas
que alimentarão gerações futuras
domingo, 27 de janeiro de 2013
presente, sempre comigo
presente, sempre comigo
passado, me abandonou
desolado em frente sigo
atrás do futuro gol
sábado, 26 de janeiro de 2013
ode ao lugar comum
sento-me diante do sagrado trono
e como meus semelhantes lambo teu chão
ó sagrado solo, que tantas lágrimas
trazes ao mundo todo dia e a alegria
oprime-lhes ao coração
vede toda essa gente analfabeta
que em teu nome clama por tanta fama
e malfadadas por tão pouco se inflamam
em piras várias em teu louvor
bendito este espaço por onde tantos passos
caminham e esgotados dormitam vagabundos
em busca duma qualquer linha reta
que os tire dos círculos sem fundo
um experimento sem métrica, tema que não ele mesmo ou mesmo rimas, quiçá ricas
lançados todos ao mar
lançados todos ao mar
rostos mil, um só pavor
um ao outro a se agarrar
tal qual fosse um salvador
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